O pastor Camilo Caldas (da Sétima Igreja Batista de Campos) esteve há pouco na redação do Monitor Campista. Foi prestar solidariedade ao jornal, falou algumas palavras de conforto aos funcionários e lamentou a perda cultural que significará o fechamento do jornal, ressaltando sua importância para Campos, para o Estado e para o País.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Mensagens de solidariedade
Com muita tristeza vejo o fechamento do Monitor Campista. Talvez, o que me doa mais ,além de saber que muitos colegas a partir de amanhã estarão desempregados, é o SILÊNCIO dos campistas diante de tudo isso.Teríamos que nos manifestar de todas as maneiras possíveis denunciando a nossa inquietação pelo silêncio da história de 175 anos contada todos os dias, com seriedade e competência.Todo jornalista tem um olhar diferenciado para o mundo. Tem coração, emoções diversificadas mas, no exercício de sua profissão, sabe muito bem o que significa o silêncio das máquinas.Coragem, colegas!O amanhã tem sabor de novas descobertas.
Abraços,
Vania Cruz- Jornalista
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Meus amigos e amigas:
Enfim, como um ser querido em agonia extrema, deixaram morrer o jornal "Monitor Campista"!
O sentimento pessoal sobre mais esta tragédia cultural em Campos, é de quem perdeu um ente querido!
Fui à manifestação pública na última sexta-feira, mandei e-mails pedindo a sua ajuda para que assinasse a petição! Muitos amigos deram retorno e foram lá exercer a sua cidadania!
Agradeço comovido a todos os amigos que tentaram colaborar!
Eu sou apenas um leitor e admirador do Monitor Campista! Mas, sinto-me confortado por haver feito a minha parte, de não assistir passivamente mais este "cala-boca" na população campista!
Mas, tenho esperança! Se não aplicarem um "ressuscitador" no Monitor, espero dos seus injustiçados empregados, o ressurgir das cinzas! Algo como uma Cooperativa, um jornal que abranja todo o Norte e Noroeste do Estado do Rio! Que criem então um "Direto da Região", e se não for impresso num primeiro momento, seja publicado na forma de Site!
Que coloquem o novo jornal num bom provedor de acesso na Internet!
Espero mesmo, que diante tal adversidade, os próprios empregados, surjam como Fênix, e sobrevoem numa razante as mazelas da nossa Região! São excelentes profissionais, e a adversidade há de soar como "insight" para criar novas oportunidades!
É hora de repensar uma saída, e esta há de ser grandiosa! Não espero de nenhum dos empregados, o sentimento de derrota! De jeito nenhum!
Envio para todos os meus amigos, a última edição do Monitor Campista. Curiosamente, ocorre numa data tão importante, a da Proclamação da República! Não há de ser uma simples coincidência histórica, mas um marco de uma nova história, a ser escrita pelo corpo de empregados!
Um solidário abraço a todos!
Sávio Roberto Moreira Gomes (piscólogo e jornalista)
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Esse país é uma brincadeira mesmo. E a nova sociedade virtual é terrível e está destruindo toda a comunicação física.
Notícia pra lá de triste.
Beijos
Benita Pietro (RJ), especialista em Literatura Infantil e Juvenil e em Leitura
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Estamos acompanhando todos os passos da luta pela salvação do jornal. Estamos divulgando também de todas as formas. E quero dizer que se precisarem da galera da Persona pra qualquer coisa é só gritar. Temos uma admiração muito grande por todos. Além de uma gratidão enorme por toda a cobertura que sempre deram pra nossa carreira, que também tem sido muito difícil. Aliás nem sei explicar como ainda estamos de pé. Estou cada vez mais desesperançosa com nossa planície tão linda e tão sem rumo. Estamos na guerra da preparação dos atores pro espetáculo do encerramento do ano. Mas se pudermos colaborar de alguma forma, pararemos as atividades pra realizar o que for necessário.
Tânia Pessanha, diretora da Cia. de Artes Persona
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Caros,
Atenciosamente,
Claudio S. Soares
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Apesar de estar morando em Belo Horizonte há 29 anos, tenho acompanhado notícias de Campos atravéz de amigos tais como, Ricardo Vasconcellos, Artur Gomes, Walnize Carvalho e o saudoso Antonio Roberto Fernandes.
Desde que surgiu essa tal de internet, leio diariamente o Monitor Campista e sei o que rola por aí. Agora me chega essa triste notícia. meu Deus, o que está acontecendo? Está voltando a ditadura? Estão fazendo o mesmo que fizeram com o Diário de Notícias e com o Última Hora? Se estivesse aí, iria pras ruas protestar, gritar, berrar, sei lá... mas estou distante e o que posso fazer, é denunciar por e-mail para o Brasil e até para o exterior, toda essa sacanagem.
Que Deus tome conta de nossas almas.
Rogério Salgado, poeta profissional com 34 anos de carreira e orgulhosamente, natural de Campos dos Goytacazes.
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DESRESPEITO AO CIDADÃO
Quanta denúncia...
exploração infantil, trabalho escravo, corrupção
queimadas de cana, ditadura, desrespeito ao cidadão
fome de comida, fome de cidadania, fome de educação.
Querem calar-te a boca...
Absurdo! Tu és o pioneiro da Região!
De teu diafragma tanta ( verdadeira) informação
Em tuas páginas, a história ganhou repercussão.
Desejam fechar-te os olhos...
Choram José Cândido, José do Patrocínio, A.C.L.
entre tantos outros que têm sede de informação!
Quarta-feira de cinzas em pleno novembro...
Interrupção involuntária de uma fértil gestação...
Onde fica o Norte? Desculpe-me! Perdi a direção...
Christiano Fagundes
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Para a história e a ética não morrerem
A notícia do desinteresse dos “Diários Associados” em continuar com a edição do Monitor Campista me pegou de surpresa e me deixou muito triste.
Certamente que o interesse financeiro é o motor de qualquer iniciativa privada, mas eu pensava que os “Diários Associados” tinham objetivos mais superiores que o financeiro, ou seja a excelência nas comunicações.
Problemas todos nós temos e empresas de todo nível, como o Monitor Campista também não poderia deixar de ter, e exemplos claros desse fato observamos através da mídia o ocorrido nos Estados Unidos e em outros países, mas alternativas e soluções foram buscadas e muitas foram completamente solucionadas.
Eu sempre ponderei que ante os piores problemas o primeiro que se tem a fazer é buscar soluções internas e também externas. Não me lembro de ter lido qualquer coisa sobre a procura de soluções externas. Isso causa grande tristeza pois se trata de abolir um dos jornais mais antigos do Brasil e que sempre primou pela total imparcialidade e a serviço da comunicação social.
Ainda sou daqueles que acreditam em milagres e assim espero que tal pecado contra o patrimônio cultural de nossa cidade e região não seja cometido, e que o Monitor Campista não seja afetado.
Saudações
Dr.; Alberto R. Fioravanti
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Que terra em que vivemos !!!!! Deixar morrer um património de Campos !!!!!Cada vez fico mais decepcionado .....Ser honesto,imparcial e principalmente não se corromper, ser honrado é sinonimo de incapacidade.Infelizmente estarei em São Paulo com a orquestra ,buscando pessoas que possam nos ajudar a sobreviver.Estarei torcendo e acho que o monitor deveria não ficar somente em frente a sede mas, sair pelas ruas de Campos.Desejo que esta situação se reverta ,para que nossa cidade não amargue mais uma vez " Campos já teve"
abraços
Jony William Villela Vianna
diretor do Centro Cultura Musical de Campos
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Nossa! como gostaria de estar presente nesse ato. O Monitor foi o primeiro Jornal em que trabalhei. Aprendi muito. Tenho imenso carinho por este matutino. Como não moro mais em Campos, saibam que estarei enviando um pensamento positivo, torcendo para que algo aconteça e que essa história não termine nesse momento com um ponto final....
Entro no coro pedindo a todos os colegas que compareçam ao ato. Essa é a hora!!!
Angélica Paes - Jornalista
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Em turnê pela Europa, li as mensagens sobre o fechamento do Monitor. Estou estarrecida e, claro, tristíssima. Torço para que vocês consigam reverter a situação e encontrar outra solução para a crise.
Grande beijo,
Ithamara Koorax - Cantora (Rio de Janeiro)
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Eu tinha 19 anos em 1975 quando demoliram o Trianon. Não esqueço do meu espanto e da desolação em ver uma forte referência cultural, arquitetônica e afetiva (minha inclusive) sendo destruída de forma “lenta e gradual”. Também não esqueço do meu estado de alienação, anestesia e impotência diante daquilo tudo, sem esboçar nenhum tipo de reação ou manifestação contrária àquele ato de vandalismo.
Com o padrão de consciência que adquiri no decorrer dos anos não gostaria de ver a mesma cena se repetir. Com o fechamento do jornal “Monitor Campista” cala-se um jornalismo de alta qualidade e imparcial, interrompe-se uma história de quase duzentos anos e, principalmente, retira-se do mercado de trabalho algumas dezenas de profissionais que irão perder o seu ganha-pão diário.
Querer que os jornalistas fiquem calados e assimilem o golpe silenciosamente é pedir muito. É preciso deixar claro para aqueles que sempre necessitaram desses profissionais da área de comunicação, e que agora os desdenham, que o tempo de apatia e submissão não mais existe. Se precisar de uma ajuda para “espernear” pode contar com a minha solidariedade.
Leonardo Vasconcellos - Professor, fotógrafo e pesquisador da história campista.
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A cidade de Campos dos Goytacazes não pode assistir calada, inerte e conformada, o encerramento das atividades do Jornal Monitor Campista.
O Monitor Campista é para todos nós, mais que um jornal, muito mais do que um matutino ou diário de informação, de um caderno habitual de leitura; é uma instituição, é um patrimônio cultural, histórico, de credibilidade incensurável, irrepreensível, irreprochável.
Um jornal que se tornou a memória de um povo, de uma região, que pugna pela verdade, pela decência da notícia, que venceu anos, tragédias, guerras, movimentos ideológicos e tantas outras batalhas, não pode simplesmente fechar as suas portas, paralisar as suas atividades, travar as suas máquinas, deixar de imprimir de um momento para outro os fatos que continuam sendo gerados. Por tudo que se relaciona a sua existência, tornou-se um patrimônio público regional, e o seu desaparecimento é a falência pública de grande parte da nossa história.
Lamentável por todos os aspectos é esse acontecimento; e é extremamente doloroso vivenciá-lo. O tamanho da perda é imensurável, chega a tocar no fundo da alma como se fosse uma vergonhosa derrota pessoal.
Roberto Pinheiro Acruche
Membro efetivo da Acedemia Pedralva Letras e Artes----
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"Estou arrasada, triste, indignada, por mim, pelos funcionários, pelo nosso Monitor, por Campos dos Goytacazes. Essa perda não poderemos ter. É um pedaço de Campos que vai morrer. Monitor Campista, como já disse em algum momento, é o retrato vivo de Campos!!!
Heloisa Crespo (escritora e acadêmica)
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Nossa... Que absurdo! Tomara mesmo que o jornal não encerre as atividades. Vou torcer daqui!!
Adriano Campagnani - Músico (Belo Horizonte)
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Realmente é uma situação preocupante.
É tão difícil encontrar meios de comunicação sérios e competentes como o Monitor Campista, que há anos exerce um papel de suma importância para o Brasil, e especificamente para o Norte Fluminense, sempre de maneira imparcial, e sobretudo informando de forma clara e direta os acontecimentos.
Torço para que tudo se resolva, pois se vier a acontecer isso, além de ser uma perda irreparável para o jornalismo da região, será uma tristeza para todos os leitores que tem total confiança no Monitor, confiança passada de geração em geração.
Isso não pode, e não acontecerá!!!
Fica aqui, o meu protesto contra essa atitude, de quem não tem noção da importância desse jornal na história do nosso povo.
Rodolfo Mesquita, ator, natural de Campos, residente no Rio há quase 16 anos, mas com o coração e a alma fincados na Planície Goytacá. Cenário de tantos fatos relatados por este jornal, o Monitor Campista.
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Se for verdade é uma grande evidência de que as coisas estão mais sérias do que pensamos... e o pior que a bandalha toda é com dinheiro público, do suor de todos nós....estamos no limite de nossa paciência, temos que começar a reagir.....
Parabéns à formidável e íntegra equipe do Monitor Campista, jornal mais digno e competente de Campos e de toda região, se mantém dentro da ética jornalística e brinda com informações idôneas a população goytacá! Vida longa ao Monitor Campista e a seus integrantes.
Joel F. Correa (Rio de Janeiro/ RJ)
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Como vai? Realmente será uma perda. Pena que nesse tipo de processo histórico o nosso poder público não se sensibilize.
Ana Lúcia Freire (Santos/SP)
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Atualizado às 15h56 de 17/11/09
Abraços,
Vania Cruz- Jornalista
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Meus amigos e amigas:
Enfim, como um ser querido em agonia extrema, deixaram morrer o jornal "Monitor Campista"!
O sentimento pessoal sobre mais esta tragédia cultural em Campos, é de quem perdeu um ente querido!
Fui à manifestação pública na última sexta-feira, mandei e-mails pedindo a sua ajuda para que assinasse a petição! Muitos amigos deram retorno e foram lá exercer a sua cidadania!
Agradeço comovido a todos os amigos que tentaram colaborar!
Eu sou apenas um leitor e admirador do Monitor Campista! Mas, sinto-me confortado por haver feito a minha parte, de não assistir passivamente mais este "cala-boca" na população campista!
Mas, tenho esperança! Se não aplicarem um "ressuscitador" no Monitor, espero dos seus injustiçados empregados, o ressurgir das cinzas! Algo como uma Cooperativa, um jornal que abranja todo o Norte e Noroeste do Estado do Rio! Que criem então um "Direto da Região", e se não for impresso num primeiro momento, seja publicado na forma de Site!
Que coloquem o novo jornal num bom provedor de acesso na Internet!
Espero mesmo, que diante tal adversidade, os próprios empregados, surjam como Fênix, e sobrevoem numa razante as mazelas da nossa Região! São excelentes profissionais, e a adversidade há de soar como "insight" para criar novas oportunidades!
É hora de repensar uma saída, e esta há de ser grandiosa! Não espero de nenhum dos empregados, o sentimento de derrota! De jeito nenhum!
Envio para todos os meus amigos, a última edição do Monitor Campista. Curiosamente, ocorre numa data tão importante, a da Proclamação da República! Não há de ser uma simples coincidência histórica, mas um marco de uma nova história, a ser escrita pelo corpo de empregados!
Um solidário abraço a todos!
Sávio Roberto Moreira Gomes (piscólogo e jornalista)
----
Esse país é uma brincadeira mesmo. E a nova sociedade virtual é terrível e está destruindo toda a comunicação física.
Notícia pra lá de triste.
Beijos
Benita Pietro (RJ), especialista em Literatura Infantil e Juvenil e em Leitura
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Estamos acompanhando todos os passos da luta pela salvação do jornal. Estamos divulgando também de todas as formas. E quero dizer que se precisarem da galera da Persona pra qualquer coisa é só gritar. Temos uma admiração muito grande por todos. Além de uma gratidão enorme por toda a cobertura que sempre deram pra nossa carreira, que também tem sido muito difícil. Aliás nem sei explicar como ainda estamos de pé. Estou cada vez mais desesperançosa com nossa planície tão linda e tão sem rumo. Estamos na guerra da preparação dos atores pro espetáculo do encerramento do ano. Mas se pudermos colaborar de alguma forma, pararemos as atividades pra realizar o que for necessário.
Tânia Pessanha, diretora da Cia. de Artes Persona
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Caros,
O Monitor Campista, terceiro mais antigo periódico brasileiro (quinto da América), com 175 anos de história, está prestes a encerrar suas atividades.
A última edição circulará amanhã, 15 de novembro de 2009. Quem me avisa é a jornalista Carla Cardoso, que recentemente me entrevistou para o caderno “Mais Cultura” daquele jornal.
O fechamento de jornais “de papel”, no Brasil e no exterior, não nos é, necessariamente, uma novidade. Nos EUA, por exemplo, 2009 é chamado de “ano em que os jornais morreram“. Vejam os números de julho/2009:
O “Clarke Courier” é um exemplo. Há seis meses, Cynthia Cather Burton, a editora deste jornal de 140 anos, lamentava, com a última edição impressa do “paper” em mãos: “é o fim de uma era”. Entretanto, hoje, através da versão on-line, os leitores ainda se conectam ao Courier.
Agora, falemos de Brasil: ainda será possível um futuro (digital que seja) para o Monitor Campista? Um jornal que há quase dois séculos atende (como nenhum outro jornal de fora poderá atender) à sua comunidade, ajudando a escrever a história da sua cidade, deste estado, deste país?
As prensas vão parar em breve. O site do jornal seguirá no ar? Até quando? Confiram no blog “Urgente!“, criado por jornalistas do norte fluminense, a crônica dessa morte anunciada.
A última edição circulará amanhã, 15 de novembro de 2009. Quem me avisa é a jornalista Carla Cardoso, que recentemente me entrevistou para o caderno “Mais Cultura” daquele jornal.
O fechamento de jornais “de papel”, no Brasil e no exterior, não nos é, necessariamente, uma novidade. Nos EUA, por exemplo, 2009 é chamado de “ano em que os jornais morreram“. Vejam os números de julho/2009:
- 105 jornais fechados;
- 10.000 empregos eliminados;
- Queda de 30% nas vendas do 1o. quartil;
- 23 dos 25 maiores jornais diminuiram a circulação entre 7% e 20%.
O “Clarke Courier” é um exemplo. Há seis meses, Cynthia Cather Burton, a editora deste jornal de 140 anos, lamentava, com a última edição impressa do “paper” em mãos: “é o fim de uma era”. Entretanto, hoje, através da versão on-line, os leitores ainda se conectam ao Courier.
Agora, falemos de Brasil: ainda será possível um futuro (digital que seja) para o Monitor Campista? Um jornal que há quase dois séculos atende (como nenhum outro jornal de fora poderá atender) à sua comunidade, ajudando a escrever a história da sua cidade, deste estado, deste país?
As prensas vão parar em breve. O site do jornal seguirá no ar? Até quando? Confiram no blog “Urgente!“, criado por jornalistas do norte fluminense, a crônica dessa morte anunciada.
Atenciosamente,
Claudio S. Soares
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Apesar de estar morando em Belo Horizonte há 29 anos, tenho acompanhado notícias de Campos atravéz de amigos tais como, Ricardo Vasconcellos, Artur Gomes, Walnize Carvalho e o saudoso Antonio Roberto Fernandes.
Desde que surgiu essa tal de internet, leio diariamente o Monitor Campista e sei o que rola por aí. Agora me chega essa triste notícia. meu Deus, o que está acontecendo? Está voltando a ditadura? Estão fazendo o mesmo que fizeram com o Diário de Notícias e com o Última Hora? Se estivesse aí, iria pras ruas protestar, gritar, berrar, sei lá... mas estou distante e o que posso fazer, é denunciar por e-mail para o Brasil e até para o exterior, toda essa sacanagem.
Que Deus tome conta de nossas almas.
Rogério Salgado, poeta profissional com 34 anos de carreira e orgulhosamente, natural de Campos dos Goytacazes.
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DESRESPEITO AO CIDADÃO
Quanta denúncia...
exploração infantil, trabalho escravo, corrupção
queimadas de cana, ditadura, desrespeito ao cidadão
fome de comida, fome de cidadania, fome de educação.
Querem calar-te a boca...
Absurdo! Tu és o pioneiro da Região!
De teu diafragma tanta ( verdadeira) informação
Em tuas páginas, a história ganhou repercussão.
Desejam fechar-te os olhos...
Choram José Cândido, José do Patrocínio, A.C.L.
entre tantos outros que têm sede de informação!
Quarta-feira de cinzas em pleno novembro...
Interrupção involuntária de uma fértil gestação...
Onde fica o Norte? Desculpe-me! Perdi a direção...
Christiano Fagundes
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Para a história e a ética não morrerem
A notícia do desinteresse dos “Diários Associados” em continuar com a edição do Monitor Campista me pegou de surpresa e me deixou muito triste.
Certamente que o interesse financeiro é o motor de qualquer iniciativa privada, mas eu pensava que os “Diários Associados” tinham objetivos mais superiores que o financeiro, ou seja a excelência nas comunicações.
Problemas todos nós temos e empresas de todo nível, como o Monitor Campista também não poderia deixar de ter, e exemplos claros desse fato observamos através da mídia o ocorrido nos Estados Unidos e em outros países, mas alternativas e soluções foram buscadas e muitas foram completamente solucionadas.
Eu sempre ponderei que ante os piores problemas o primeiro que se tem a fazer é buscar soluções internas e também externas. Não me lembro de ter lido qualquer coisa sobre a procura de soluções externas. Isso causa grande tristeza pois se trata de abolir um dos jornais mais antigos do Brasil e que sempre primou pela total imparcialidade e a serviço da comunicação social.
Ainda sou daqueles que acreditam em milagres e assim espero que tal pecado contra o patrimônio cultural de nossa cidade e região não seja cometido, e que o Monitor Campista não seja afetado.
Saudações
Dr.; Alberto R. Fioravanti
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Que terra em que vivemos !!!!! Deixar morrer um património de Campos !!!!!Cada vez fico mais decepcionado .....Ser honesto,imparcial e principalmente não se corromper, ser honrado é sinonimo de incapacidade.Infelizmente estarei em São Paulo com a orquestra ,buscando pessoas que possam nos ajudar a sobreviver.Estarei torcendo e acho que o monitor deveria não ficar somente em frente a sede mas, sair pelas ruas de Campos.Desejo que esta situação se reverta ,para que nossa cidade não amargue mais uma vez " Campos já teve"
abraços
Jony William Villela Vianna
diretor do Centro Cultura Musical de Campos
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Nossa! como gostaria de estar presente nesse ato. O Monitor foi o primeiro Jornal em que trabalhei. Aprendi muito. Tenho imenso carinho por este matutino. Como não moro mais em Campos, saibam que estarei enviando um pensamento positivo, torcendo para que algo aconteça e que essa história não termine nesse momento com um ponto final....
Entro no coro pedindo a todos os colegas que compareçam ao ato. Essa é a hora!!!
Angélica Paes - Jornalista
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Em turnê pela Europa, li as mensagens sobre o fechamento do Monitor. Estou estarrecida e, claro, tristíssima. Torço para que vocês consigam reverter a situação e encontrar outra solução para a crise.
Grande beijo,
Ithamara Koorax - Cantora (Rio de Janeiro)
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Eu tinha 19 anos em 1975 quando demoliram o Trianon. Não esqueço do meu espanto e da desolação em ver uma forte referência cultural, arquitetônica e afetiva (minha inclusive) sendo destruída de forma “lenta e gradual”. Também não esqueço do meu estado de alienação, anestesia e impotência diante daquilo tudo, sem esboçar nenhum tipo de reação ou manifestação contrária àquele ato de vandalismo.
Com o padrão de consciência que adquiri no decorrer dos anos não gostaria de ver a mesma cena se repetir. Com o fechamento do jornal “Monitor Campista” cala-se um jornalismo de alta qualidade e imparcial, interrompe-se uma história de quase duzentos anos e, principalmente, retira-se do mercado de trabalho algumas dezenas de profissionais que irão perder o seu ganha-pão diário.
Querer que os jornalistas fiquem calados e assimilem o golpe silenciosamente é pedir muito. É preciso deixar claro para aqueles que sempre necessitaram desses profissionais da área de comunicação, e que agora os desdenham, que o tempo de apatia e submissão não mais existe. Se precisar de uma ajuda para “espernear” pode contar com a minha solidariedade.
Leonardo Vasconcellos - Professor, fotógrafo e pesquisador da história campista.
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A cidade de Campos dos Goytacazes não pode assistir calada, inerte e conformada, o encerramento das atividades do Jornal Monitor Campista.
O Monitor Campista é para todos nós, mais que um jornal, muito mais do que um matutino ou diário de informação, de um caderno habitual de leitura; é uma instituição, é um patrimônio cultural, histórico, de credibilidade incensurável, irrepreensível, irreprochável.
Um jornal que se tornou a memória de um povo, de uma região, que pugna pela verdade, pela decência da notícia, que venceu anos, tragédias, guerras, movimentos ideológicos e tantas outras batalhas, não pode simplesmente fechar as suas portas, paralisar as suas atividades, travar as suas máquinas, deixar de imprimir de um momento para outro os fatos que continuam sendo gerados. Por tudo que se relaciona a sua existência, tornou-se um patrimônio público regional, e o seu desaparecimento é a falência pública de grande parte da nossa história.
Lamentável por todos os aspectos é esse acontecimento; e é extremamente doloroso vivenciá-lo. O tamanho da perda é imensurável, chega a tocar no fundo da alma como se fosse uma vergonhosa derrota pessoal.
Roberto Pinheiro Acruche
Membro efetivo da Acedemia Pedralva Letras e Artes----
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"Estou arrasada, triste, indignada, por mim, pelos funcionários, pelo nosso Monitor, por Campos dos Goytacazes. Essa perda não poderemos ter. É um pedaço de Campos que vai morrer. Monitor Campista, como já disse em algum momento, é o retrato vivo de Campos!!!
Heloisa Crespo (escritora e acadêmica)
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Nossa... Que absurdo! Tomara mesmo que o jornal não encerre as atividades. Vou torcer daqui!!
Adriano Campagnani - Músico (Belo Horizonte)
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Realmente é uma situação preocupante.
É tão difícil encontrar meios de comunicação sérios e competentes como o Monitor Campista, que há anos exerce um papel de suma importância para o Brasil, e especificamente para o Norte Fluminense, sempre de maneira imparcial, e sobretudo informando de forma clara e direta os acontecimentos.
Torço para que tudo se resolva, pois se vier a acontecer isso, além de ser uma perda irreparável para o jornalismo da região, será uma tristeza para todos os leitores que tem total confiança no Monitor, confiança passada de geração em geração.
Isso não pode, e não acontecerá!!!
Fica aqui, o meu protesto contra essa atitude, de quem não tem noção da importância desse jornal na história do nosso povo.
Rodolfo Mesquita, ator, natural de Campos, residente no Rio há quase 16 anos, mas com o coração e a alma fincados na Planície Goytacá. Cenário de tantos fatos relatados por este jornal, o Monitor Campista.
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Se for verdade é uma grande evidência de que as coisas estão mais sérias do que pensamos... e o pior que a bandalha toda é com dinheiro público, do suor de todos nós....estamos no limite de nossa paciência, temos que começar a reagir.....
Parabéns à formidável e íntegra equipe do Monitor Campista, jornal mais digno e competente de Campos e de toda região, se mantém dentro da ética jornalística e brinda com informações idôneas a população goytacá! Vida longa ao Monitor Campista e a seus integrantes.
Joel F. Correa (Rio de Janeiro/ RJ)
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Como vai? Realmente será uma perda. Pena que nesse tipo de processo histórico o nosso poder público não se sensibilize.
Ana Lúcia Freire (Santos/SP)
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Atualizado às 15h56 de 17/11/09
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